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O Desenvolvimento do Apego na Criança – Padrões de Apego
Publicado originalmente em 25/06/2012. Texto do acervo do site, preservado nesta atualização de apresentação. A terminologia pode refletir a época da publicação.

PADRÕES DE APEGO
A Mãe sensível é empática e sintonizada com as necessidades do bebê, ajustando-se a ele e comportando-se de maneira que o satisfaça. A criança, em vez de se tornar infeliz, manhosa e exigente, começa a desenvolver autoconfiança positiva como confiança na mãe e prazer por sua companhia. As Mães insensíveis, invasivas ou rejeitadoras, criam bebês frustrados, ansiosos e difíceis.
1. APEGO SEGURO
Estudos revelam crianças com apego seguro são crianças que exploram ativamente o ambiente, especialmente com as mães presentes, usando-as como base, ou seja, orientando o comportamento de exploração em relação à mãe, trocando olhares, indo e voltando. Quando as mães retornavam após ausências, as crianças as recebiam calorosamente e buscavam intimidade de maneira não ambivalente.
Esses bebês têm expectativas positivas quanto ao comportamento da mãe; usam sua proximidade como base segura, a partir da qual podem explorar o mundo; quando aflitos buscam a mãe ativamente; quando a encontram, deixam-se confortar, sem raiva nem ambivalência. Esse grupo de bebês tinha mães com alta sensibilidade materna, durante o primeiro ano de vida. (70% da amostra)
2. APEGO ANSIOSO AMBIVALENTE
Esse grupo é constituído por crianças passivas que exploravam pouco o ambiente, chupavam o polegar ou se embalavam, demonstrando estar sempre ansiosas sobre o paradeiro da mãe, choravam muito em suas ausências, mas quando estavam juntos oscilavam em buscar proximidade e rejeitar a mãe, resistentes e bravas, num típico quadro de ambivalência.
Essas crianças tinham baixos limiares de ameaça, extrema ansiedade de separação e dificuldade de serem confrontadas pela figura de apego, demonstravam petulância e rejeição raivosa às aproximações maternas. Essa mistura de preocupação e forte busca de contato – com recusa de ser confortado e rejeição raivosa (ambivalência) – revela um modelo de relacionamento internalizado baseado em um cuidado inconsistente. Pais que se revelam disponíveis e prestativos em algumas ocasiões e em outras não. (10% da amostra)
3. APEGO ANSIOSO EVITADOR
Esse grupo englobava crianças que ora pareciam muito independentes, ignorando as mães, ora tornavam-se ansiosas, tentando reencontrá-las. Quando a mãe retornava essas crianças fingiam que não percebiam, não a procuravam ou recusavam o contato. Quanto mais estressada está a criança, por sentir-se ameaçada, maior é a rejeição da mãe.
Essas crianças davam a impressão de frieza, independência e falta de apego.
Esse padrão é propiciado por mães que têm horror de contato físico, frieza e indiferença emocional, ou demonstram raiva e agressividade frente às demandas do bebê; nos casos graves submetem a criança a vivências crônicas e estáveis de rejeição e abandono. (20% da amostra).
Bowlby argumenta que a criança percebe a figura de apego como não disponível e a si próprio como não merecedor de ser cuidado.
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